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grupo Sambastral, show de abertura do grupo fundo de Quintal na imperadores do Samba POA/RS

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sandrinho gessé

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sexta-feira, 6 de junho de 2008

LULU SANTOS


Música
Sexta, 6 de junho de 2008, 19h30 Atualizada às 20h32

"Música de branco já não tem mais graça", diz Lulu Santos

Marcelo Pereira/Redação Terra
Lulu Santos toca em São Paulo nos dias 6 e 7 de junho
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Com um repertório mesclado de hits dos anos 80 e 90 e músicas do novo disco, Lulu Santos passa por São Paulo com seu show Long Play. Em entrevista ao Terra, o cantor pop, que certa vez declarou que o funk carioca o fez voltar a prestar atenção na música atual, disse: "música de branco já não tem mais graça".
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O espetáculo Long Play, que carrega o mesmo nome do último disco de Lulu lançado em 2007, será realizado em São Paulo, no Citibank Hall, nesta sexta-feira (dia 06 de junho) e no sábado (07 de junho).
Com a direção do próprio cantor, a apresentação passeia pelo largo repertório de hits que Lulu acumulou ao longo das décadas de 80 e 90.
Os fãs podem contar com a presença no setlist de clássicos como De Repente Califórnia, Um Certo Alguém, Como uma Onda, Tudo Azul, Tempos Modernos, Assim Caminha a Humanidade, além de faixas de Long Play: Contatos, Se Não Fosse o Funk, Propriedade Particular e outras.
Lulu se diz muito empolgado com o show, sobretudo por conta do retorno de velhos companheiros à sua banda de apoio, músicos que se apresentavam com o cantor na já na década de 80.
"Apesar de ser um artista solo, eu sempre quero ter uma banda comigo. E, com caras com quem toquei junto por dez anos - e de quem estava separado há outros dez -, dá para perceber que a química é poderosa, toco as mesmas músicas de um jeito diferente", comemora Lulu Santos.
"Música de branco já não tem mais graça"Em Long Play, Lulu volta a flertar com o funk carioca em faixas como Se Não Fosse o Funk, assim como tinha feito em 1995 com o disco Eu e Memê, Memê e Eu.
Certa vez, o cantor declarou que o funk carioca o fez "voltar a prestar atenção na música atual".
"Sou um músico, não tenho como evitar ser influenciado pelo o que é feito atualmente, mas a verdade é que eu não acompanho mais o rock. Essas bandas que aparecem por aí como Kasabian, British Sea Power... O que é isso? Música de branco já não tem mais graça hoje", comenta a própria declaração.
Sobre sua relação com o funk carioca, Lulu faz questão de deixar claro que nunca tentou se "travestir de algo" que não é. O músico também explica a via de mão dupla que é sua conexão com o ritmo dos morros cariocas ao falar do exemplo de Claudinho e Buchecha, que citavam Lulu como uma importante influência.
"É natural é que eu seja citado como influência por eles. Apesar das batidas fortes, o trabalho deles é calcado na canção e com certeza eles passaram a infância ouvindo minhas músicas", explica Lulu.
O primeiro hitmaker nacionalDono da marca de mais de 5 milhões de discos vendidos e tido como um artesão do pop nacional perfeito, desde a década de 80 que Lulu Santos é considerado como o "primeiro hitmaker do Brasil".
"Sim, isso é recorrente por parte da imprensa, mas aí estaríamos desmerecendo gente como Rita Lee e Jorge Ben, que eu considero piramidal", disse Lulu.
Numa rápida revisão de sua obra, o cantor fala: "algumas músicas que fiz nos anos 80 não são exatamente hits, são meio hits. E confesso que hoje nem me agrada muito tocar alguns deles".
No entanto, Lulu admite: "meus 15 minutos de fama estão muito bem estendidos".
Redação Terra

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grande interprete do samba

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Jamelão

Linha do tempo
1913-1952: Do nascimento até os primeiros shows no exterior1913 – Nasce no dia 12 de maio no bairro de São Cristovão.1928 – Entra na bateria da Mangueira como ritmista.Década de 1930 – Começa a cantar em gafieiras da Zona Norte carioca.1945 – Ganha o primeiro prêmio no programa de rádio Calouros em desfile de Ary Barroso com a interpretação de “Ai, que saudades da Amélia” (Ataulfo Alves e Mário Lago).1949 – Registra suas primeiras gravações em 78 rotações, o calango “A jibóia comeu” (Antenógenes Silva e J. Correia da Silva) e o samba “Pensando nela” (Antenógenes Silva e Irani de Oliveira). É oficializado como o intérprete de sambas-enredo da Mangueira.1951 – Participou do histórico duelo musical entre as orquestras de Severino Araújo (Orquestra Tabajara) e Tommy Dorsey no estúdio da Rádio Tupi. A big band brasileira venceu a batalha e Jamelão era seu crooner.1952 – Novamente como crooner da Orquestra Tabajara viajou para França para cantar em uma festa promovida por Assis Chateaubriand e pelo estilista francês Jacques Fath, no castelo de Coberville, nos arredores de Paris. A festa marcou a apresentação do algodão brasileiro para a alta-costura européia.
capa do disco "O samba é bom assim"
1956-1987: Os primeiros sucessos e Lupicínio Rodrigues1956 – Grava seu primeiro grande sucesso, “Folha morta” (Ary Barroso), e ainda ganha destaque pelo samba “Exaltação à Mangueira” (Enéias Brito e Aluísio Augusto da Costa). No mesmo ano grava pela primeira vez uma composição própria, “Cansado de sofrer”.1958 – Grava seu primeiro LP, Samba em noite de gala, pela gravadora Continental.1959 – Pela primeira vez grava uma composição do gaúcho Lupicínio Rodrigues (“Ela disse-me assim”) e o resultado é mais um sucesso e uma associação direta e eterna entre compositor e intérprete.1960 – Revela o sambista baiano Batatinha ao gravar a maliciosa “Jajá da Gamboa”.1968 – Entra para a ala de compositores da Mangueira.1972 – Depois de anos gravado espaçadamente composições de Lupicínio Rodrigues, Jamelão dedicada um LP inteiro ao seu cancioneiro, Jamelão interpreta Lupicínio Rodrigues (Continental), acompanhado da Orquestra Tabajara. 1987 – Volta a gravar um disco inteiro com músicas de Lupcínio Rodrigues, Recantando mágoas - Lupi, a dor e eu (Continental).
capa do disco "Jamelão canta para enamoradas", de 1977
1990 até os dias atuais: Mais prêmios, samba e a Mangueira para sempre1990 – Antes do Carnaval anuncia o fim de sua carreira como intérprete de sambas enredo e durante seu último desfile passa mal com problemas de pressão e febre alta, mas consegue terminar o desfile. Mas sua paixão pela Mangueira não tem limites e no ano seguinte volta a levar sua escola de samba do coração.1994 - Pela primeira vez na história da Mangueira, Jamelão dividiu a interpretação de um samba-enredo, ao gravar com Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Maria Bethânia a música de sua Escola no disco com os sambas das escolas do Grupo Especial daquele carnaval. Motivo: o samba “Atrás da Verde-e-Rosa só não vai quem já morreu” era uma homenagem aos doces bárbaros baianos e a idéia de reuni-los foi do vice-presidente da Mangueira na época, o percussionista e compositor Ivo Meirelles (Funk’n’Lata).1997 – É lançada pela gravadora Continental uma coletânea com três CDs que cobrem o que melhor Jamelão fez em seus muitos anos de casa. O título, Jamelão, a voz do samba.1998 – Recebe seu quinto estandarte de ouro como melhor intérprete de samba enredo no Carnaval carioca e participa do CD Chico Buarque da Mangueira. O compositor Chico Buarque foi tema do samba-enredo que levou a Mangueira ao seu 17º título.1999 – Foi eleito como o intérprete do século do carnaval carioca por mais de 80 jurados do Rio e São Paulo. 2000 – É lançado o CD Volta à gafieira (Atração) reunindo gravações da extinta gravadora Continental reunindo no mesmo salão Ângela Maria, Noite Ilustrada, Isaura Garcia, Orquestra Tabajara, Leonel e seu Conjunto, Moreira da Silva e o tenor do samba, Jamelão.2001 – É eleito presidente de honra da Mangueira (cargo máximo da escola). No mesmo ano recebe das mãos do Presidente Fernando Henrique Cardoso a Medalha da Ordem do Mérito Cultural.2003 – Entre as inúmeras festas que comemoraram seus 90 anos, Jamelão foi homenageado no Prêmio Rival BR de Música Brasileira com um show que reuniu nomes como Nana Caymmi, Elza Soares, Zeca Pagodinho, Zélia Duncan, Luiz Melodia, e o grupo vocal As Gatas (mas o homenageado não compareceu a festa por problemas de saúde). No mesmo ano grava seu 24º álbum (entre LPs e CDs), Cada vez melhor (Obi Music), numa carreira discográfica que conta ainda com cerca de 55 discos em 78 rotações.
Jamelão em entrevista para o Cultura no Intervalo, fevereiro de 2006